The tradition & historical record
5 min read · 2 sourcesO Festival Internacional de Teatro de Bonecos, ou FITB, foi um festival de teatro de bonecos criado por Adriana Focas e Lelo Silva, da Catibrum Teatro de Bonecos, e realizado na cidade brasileira de Belo Horizonte, em Minas Gerais, de 2000 a 2015. Reuniu companhias brasileiras e estrangeiras em apresentações para crianças, jovens e adultos, com espetáculos em teatros e espaços públicos. A programação apresentou técnicas do teatro de animação de outros países e do Brasil, com oficinas, exposições e palestras. 1
História
Adriana Focas e Lelo Silva criaram o festival depois de participar de encontros de teatro de animação no exterior. A programação permitia ao público conhecer técnicas de construção e manipulação de bonecos e reunia as companhias visitantes com os artistas da cidade. Na primeira edição, em 2000, o Teatro Hugo e Inés, do Peru, apresentou Cuentos pequeños, em que partes do corpo dos artistas se transformavam em personagens. Em 2004, a companhia italiana Controluce Teatro d'Ombre trouxe Canto a Orfeo, com teatro de sombras. A Catibrum organizou o encontro desde 2000, dentro de uma cena de teatro de bonecos que também reunia o Grupo Giramundo e companhias formadas nos anos 1990. Em artigo publicado em 2009, o produtor cultural Humberto Braga avaliou que o festival conciliava a programação para o público com o intercâmbio entre artistas e permitia acompanhar o teatro de animação de outros países. Em 2008, o jornalista Douglas Resende, de O Tempo, escreveu que era um dos principais festivais do gênero no país. 1
Programação e formação
As 45 atividades anunciadas para 2008 combinavam apresentações de palco, intervenções de rua e oficinas, entre elas uma oficina de animação em stop motion, do Estudio Terpins Greco, e outra de dramaturgia, da Cia. Truks. O programa também incluía o lançamento dos livros O bonequeiro de escada e Cassimiro Coco de cada dia: botando boneco no Ceará, de Ângela Escudeiro. Para algumas montagens estrangeiras, a equipe construía em Belo Horizonte os cenários que seriam usados nas sessões. A Catibrum preparou o cenário de André y Dorine, da companhia espanhola Kulunka, em 2015, e havia construído o trailer de La Caravane de l'Horreur, da francesa Bakélite, na edição anterior. 1
2008
A programação de 2008 reuniu companhias como Tof Theatre, da Bélgica, Viaje Inmóvil, do Chile, e Philippe Genty, da França, além de grupos brasileiros. O elenco de Manologias, dirigido pelo peruano Hugo Suárez, criava personagens com mãos, pés e joelhos. A apresentação de La fin des terres, da companhia de Philippe Genty, foi anunciada para o Teatro Sesiminas. 1
2010
Na edição realizada de 11 a 20 de junho de 2010, a 11ª do festival, foram 17 companhias, sendo sete mineiras, entre elas a dos Bonecos Gigantes de Brasópolis. Participou também a companhia brasileira Contadores de Histórias, de Parati. A programação reuniu 20 espetáculos e intervenções. As exposições Bonecos Aqui, do Grupo Sobrevento, de São Paulo, e Índia, Berçário dos Títeres, com curadoria da professora Magda Modesto, do Rio de Janeiro, permitiam ao público acompanhar histórias e manipular bonecos. A maior parte dos espetáculos era inédita no festival, mas houve reapresentações de montagens de edições anteriores. Retornaram El Gato Manchado y la Golondrina Sinhá, do El Retablo, considerado o melhor de 2002, e Cuentos Pequeños, do Teatro Hugo e Ines. As apresentações para os públicos infantil, jovem e adulto aconteceram no Parque Municipal, nas praças JK, da Liberdade e Duque de Caxias, em Santa Tereza, e nos teatros Alterosa, Dom Silvério, Marília e Oi Futuro. O Restaurante Popular e o Metrô BH também receberam atividades. A curadoria selecionou as apresentações internacionais a partir de uma viagem a um festival mundial em Charleville-Mézières. Participaram o Teatro Hugo e Ines, do Peru, e o El Retablo, da Espanha. Vieram ainda Bakélite e Les Trois Clés, da França, Pelele Marionettes, da França e da Espanha, Viaje Inmóvil, do Chile, Marc Schnittger Figuren Theater, da Alemanha, Electric Circus, da Holanda, e Redmoon Theater, dos Estados Unidos. A edição reuniu R$ 510 mil, com recursos das leis municipal e estadual de incentivo e do edital da Caixa Econômica Federal de amparo a festivais. 1
2014
A 14ª edição ocorreu de 3 a 14 de setembro de 2014, com 22 atrações. Os espetáculos ocuparam os teatros I e II e o pátio do Centro Cultural Banco do Brasil, além de duas praças. A programação reuniu companhias de sete países e incluiu o Festival de Caixas de Teatro, com onze apresentações em miniatura. Entre as montagens estrangeiras estavam L'Ecole des ventriloques, da companhia belga Point Zéro, e La Caravane de l'Horreur, da Bakélite. O programa também incluiu um fragmento de O quadro de todos juntos, da Pigmalião Escultura que Mexe, de Belo Horizonte. 1
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