The tradition & historical record
6 min read · 2 sourcesO Festival Mundial de Circo, também chamado FMC e criado com o nome de Festival Mundial de Circo do Brasil, é um festival brasileiro de circo realizado desde 2001 em Belo Horizonte e em outras cidades. A programação reúne companhias brasileiras e estrangeiras em teatros, ruas e praças, com espetáculos de acrobacia, malabarismo e palhaçaria, além de cinema e atividades de formação para artistas e público. Criado por Fernanda Vidigal e Juliana Sevaybricker, o evento teve edições de circulação pelo interior de Minas Gerais e passou por Recife e pelo Rio de Janeiro. As primeiras edições tiveram competições de números circenses. A programação passou a reunir também oficinas, residências e a Mostra de Cenas Circenses, em que artistas selecionados trabalham com um diretor convidado para montar um espetáculo coletivo. Durante a pandemia de COVID-19, o festival foi realizado pela internet em 2021 e retomou as apresentações presenciais em 2022. Em 2026, chegou à 24.ª edição, com espetáculos de rua gratuitos e apresentações pagas em teatros e outros espaços culturais da capital mineira. 1
Criação e primeiras edições
O projeto foi anunciado em 2000 como uma realização conjunta da Spasso Escola Popular de Circo, da Agentz Produções Culturais e da Picadeiro Escola de Circo. A proposta previa apresentações nacionais e estrangeiras e uma mostra competitiva de números aéreos e de solo. Na primeira edição, em Belo Horizonte, em 2001, o grupo LaMínima apresentou Cia. de Ballet, com Domingos Montagner e Fernando Sampaio. A dupla venceu uma das categorias da competição e recebeu um convite para se apresentar no Festival Mondial du Cirque de Demain, em Paris, em 2002. Na primeira década, as edições bienais de 2001, 2003, 2005, 2007 e 2009 foram intercaladas com edições especiais nos anos pares. Em 2005, o festival levou espetáculos a dois palcos teatrais e recebeu o Circo Zanni, além do trio Osibisa Acrobats e de Oppon Dickson, de Gana. A Cidade do Circo foi instalada no Centro Cultural Casa do Conde de Santa Marinha. A programação de 2007 ocupou 19 espaços de Belo Horizonte. Entre os convidados estavam o Circo Nacional da China, sediado em Nanquim, com Natureza, a companhia belga Feria Musica e o palhaço estadunidense Avner. Em 2009, na edição do Ano da França no Brasil, o evento adotou o nome Festival Mundial de Circo. 1
Circulação por outras cidades
O festival chegou ao Recife em 2003, com a etapa Conexão Nordeste. Em 2006, a edição de circulação passou por Uberlândia, Caxambu e Cataguases, além de Belo Horizonte. Em 2008, foram realizadas apresentações em Brumadinho, Curvelo, Jeceaba, São Brás do Suaçuí, São João del-Rei e Tiradentes. Em 2014, a etapa de Itabirito teve programação gratuita entre 31 de julho e 3 de agosto, com espetáculos, oficinas e cinema. Um cortejo saiu do Atelier de Artes e seguiu até a Praça da Estação, onde o LaMínima apresentou Rádio Variété. As atividades chegaram também aos distritos de São Gonçalo do Bação, com Uma surpresa para Benedita, e Acuruí, com Metro e Meio. A Edição Olimpíadas foi realizada no Rio de Janeiro de 30 de julho a 4 de agosto de 2016. 1
Pandemia e retomada presencial
A edição de 2020 foi cancelada em razão da pandemia de COVID-19. O festival voltou em formato on-line em 2021 e retomou as apresentações presenciais em 2022, com espetáculos em espaços públicos de Belo Horizonte. Para a edição digital, a seleção foi aberta a artistas e grupos brasileiros e estrangeiros, com criações de até sete ou quinze minutos. Realizada de 16 a 25 de julho de 2021, a 20.ª edição usou uma plataforma criada pelo diretor audiovisual e artista plástico Conrado Almada. O visitante navegava por uma cidade circense virtual, com lonas e balões, para acessar espetáculos, oficinas e filmes. A seleção deu preferência a trabalhos pensados para a linguagem audiovisual, sem limitar o programa à gravação de apresentações de palco. A retomada de 2022 dedicou parte das apresentações aos 25 anos do LaMínima, que levou quatro montagens de rua ao evento. A programação teve ainda uma exposição itinerante de fotografias da trajetória do festival. Em 2024, a 22.ª edição teve como tema a Cidade do Circo, instalada no Complexo Cultural da Funarte em Belo Horizonte. A edição seguinte integrou a Temporada França/Brasil 2025 e recebeu, entre outras companhias, o Circus Baobab, da Guiné com produção francesa, e a Atònita, da França. Em 2026, o festival ocupou praças, parques e teatros da cidade, com artistas do Brasil, da Suíça, da Espanha, da Colômbia e da Argentina. 1
Organização e financiamento
A realização é da Agentz Produções Culturais e do CIRC, Centro de Intercâmbio e Referência Cultural. Em 2026, a curadoria foi de Fernanda Vidigal e Juliana Sevaybricker. As apresentações em espaços públicos tiveram entrada gratuita, enquanto espetáculos em teatros, no Mercado de Origem Santa Tereza e em escolas de circo tiveram cobrança de ingresso. Em 2019, a redução dos patrocínios levou a uma programação concentrada em dois fins de semana no Galpão Cine Horto. Fernanda Vidigal atribuiu as dificuldades de captação às mudanças nas políticas culturais estadual e federal e à retração de patrocinadores habituais. A edição foi mantida com uma mostra de cenas, o espetáculo Portmanteau e uma oficina gratuita de acrobacia. A edição de 2022 foi realizada com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Em 2024, o festival foi fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas e realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto da 23.ª edição teve R$ 165 mil aprovados na modalidade de incentivo fiscal do Edital LMIC 2023, da prefeitura da capital. Em agosto de 2024, a organização adiou uma circulação prevista para começar em setembro em seis cidades mineiras. Fernanda Vidigal informou que aguardava a análise de um pedido de readequação do projeto pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. 1
Espetáculos e Mostra de Cenas Circenses
O festival já contou com a participação do Ringling Bros. e do Cirque du Soleil. Nas primeiras vinte edições, reuniu artistas e grupos da Argentina, Uruguai, Austrália, Canadá, Estados Unidos, China, Quênia, Gana, Rússia, França, Portugal, Inglaterra, Itália, Bélgica, Espanha e Cuba, além de participantes de diferentes regiões do Brasil. A edição de 2018 foi dedicada à memória de Domingos Montagner, morto em 2016. O LaMínima apresentou À la carte e Pagliacci, montagem idealizada por Montagner e Fernando Sampaio, levada adiante pelo grupo depois da morte do ator. Com texto de Luiz Alberto de Abreu e direção de Chico Pelúcio, Pagliacci adaptou a ópera homônima para o circo-teatro. A abertura teve Concerto pour deux clowns, dos franceses Les Rois Vagabonds, enquanto o Coletivo Na Esquina levou Oteto ao Parque Municipal. Em 2019, Portmanteau, de Luís Sartori do Vale e Mira Ravald, combinou acrobacia, dança e artes visuais no Galpão Cine Horto. 1
The text above is adapted from the Wikipedia article “Festival Mundial de Circo do Brasil”, available under the Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 licence. 1
Festival Mundial de Circo do Brasil is recorded in open cultural data. The structured record cited below does not describe the practice, and this entry has not yet been reviewed by a person familiar with the tradition. 2
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